Brasil ferido

POEMAS

2/3/20261 min read

“Brasil ferido” fala sobre a divisão política que tem separado pessoas no nosso país. Entre direita e esquerda, gritos e discussões, o diálogo vai desaparecendo e quem sofre é o próprio povo. O poema convida a pensar com mais calma, lembrar da nossa humanidade e colocar o respeito acima das brigas. Uma leitura simples, atual e que faz refletir.

Brasil ferido

Entre a direita e a esquerda, um país cindido,

Os braços fortes se afastam em repulsão.

O Brasil, belo e bravio, fica no meio, ferido,

Pedindo menos grito e mais coração.

De um lado, bandeiras batendo em brados,

Do outro, punhos fechados em proteção.

Palavras pesam, provocam, puxam passados,

E o diálogo some na multidão.

Somos filhos do mesmo solo sofrido,

Da mesma nação, da mesma canção.

Mas as siglas se tornam sentença e juízo

Separando pessoas, silenciando a razão.

Na saliva que salta dos xingamentos

Perde-se o ponto, perde-se o porquê.

O povo, pequeno perante os questionamentos,

Paga o preço de não se reconhecer.

Direita e esquerda, linhas no papel,

Não deveriam ser muros no viver.

Pois antes do voto, da voz, do véu

Há um ser humano tentando sobreviver.

Que o Brasil aprenda, paciente e possível,

A trocar o ataque pelo abraço plural.

Porque sem escuta, sem um homem sensível

Nenhum lado constrói um futuro real.

Que o brasileiro pare, pense, pese pelo bem da nação

Antes de ferir por prazer ou razão.

O amor político que divide e endurece é mera contradição.

Maríllia Albuquerque

03/02/2026

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